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O líder efetivo não executa por sua equipe. Não
deixa os subordinados aguardando o resultado de suas decisões ou de sua
participação em reuniões. Não permite que sejam todos
autômatos que só sabem agir sob o comando de suas ordens e parecem dizer o tempo todo “sim, senhor!”.
O líder deve conhecer a sua equipe e, continuamente testar seus
conhecimentos, habilidades e competências. Para que possa fazer uso da
equipe que dispõe é preciso que delegue autoridade e responsabilidade.
Esta é a palavra-chave para o sucesso de liderar através das
competências.
O subordinado
quer atuar nos limites, sejam eles de responsabilidades sejam eles do
respeito e do reconhecimento. E não é apenas para mostrar a você, líder!
É natural do ser humano poder dizer a todos em alto e bom tom “fui
eu quem fez!”. O líder precisa respeitar e incentivar esta
característica humana. O primeiro passo é ter consciência das atribuições
que cabem à sua área, portanto à sua equipe e não apenas a quem comanda.
É preciso mostrar à toda organização que o
departamento é único e, tem uma voz apenas, em termos de atitudes e
ações, que há conhecimento difundido e que todos cooperam para o bem
comum. O segundo passo é mostrar que o líder não tem o papel de
infalível, que não há super homem no departamento, muito menos quem o
comanda. Todos são seres humanos normais. Com isto é preciso estabelecer
limites de atuação que vão além de seguir instruções detalhadas. Cada um
tem as suas competências que foram determinantes para ocupar a função que
desempenham. Assim, tornam-se responsáveis por conduzir, decidir,
interagir em todos os aspectos e circunstâncias em nome da equipe e sob
sua responsabilidade. O terceiro passo é deixar claro que todos devem ter
qualidade de vida. É uma premissa que deve ser respeitada. É este o
principal fator que determina a qualidade do trabalho e das ações e
decisões. Portanto, respeitar os horários de trabalho é a primeira
atitude salutar. Ficar além do expediente normal deve ocorrer apenas em
caráter de emergências. Para que isto seja possível é preciso que haja
senso de equipe, que se respire equipe. O trabalho deve ser em pares. Um outro profissional deve estar atento a cada passo do
que faz aqueles que trabalham na equipe. Com dois responsáveis – o
titular e o que responde nas ausências e colabora nas emergências é
possível respeitar a premissa estabelecida. Se há excesso de trabalho num
determinado período o líder deve discutir com a equipe as soluções e
podem trabalhar até mesmo em turnos – assim as atividades têm
continuidade para se atingir o objetivo e prazos e, a equipe continua
respeitando os horários e a qualidade de vida.
A essência
da liderança através das competências é o quarto-passo: o líder é a
referência para a equipe. Os subordinados devem ser autorizados não
apenas a fazer o que tem que ser feito devido às suas atribuições e
competências como também devem representar o departamento em quaisquer
situações – interna ou externamente. Eles são os elos de ligação
entre o mundo que existe além da equipe e se comunicam através deles.
Eles falam em nome da equipe. Mesmo sabendo que existirão muitos outros
lideres que se posicionarão de forma diferente e venham até mesmo a ter
conflitos explícitos é preciso mostrar que o líder verdadeiro tem
autoridade sobre a equipe e que todos agem em sintonia com objetivos bem
definidos. Portanto, sua presença ocorre através de seus subordinados.
Internamente, por outro lado, o líder deve ser aquele que completa as
diretrizes aos subordinados, esclarece as suas dúvidas e apóia suas
sugestões e decisões. E, também convoca ao diálogo aqueles que agem de
forma errada seja intencionalmente seja por falta de conhecimento. Com
isto o líder mantém o “controle” de sua equipe sabendo o que cada um está fazendo, ensinando aqueles que precisam,
apoiando novas idéias e sugestões, nunca desautorizando perante aqueles
que interagem com a equipe e, complementando com as diretrizes que vêm da
alta direção e são inerentes ao cargo que o líder ocupa. Liderar
através das competências é portanto liderar
através do conhecimento e habilidades de cada membro da equipe. É
transformar a equipe num ser único e admirado em toda a organização
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