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Objetivo: Justificar a necessidade de
padronização de metodologia na busca de solução de problemas
Em todas as situações da vida humana, seja
profissional ou pessoal, temos que lidar com problemas. É um fato tão
rotineiro que justifica as atividades de um grande número de
profissionais nos mais variados setores da sociedade, cuja base de
qualificação é resolvê-los. Problemas ocorrem em qualquer lugar, em
qualquer hora e qualquer condição. Basta haver um ato intencional
(planejado ou não) que não ocorra como o desejado para que se
caracterize um problema. Então, sabemos o que deve acontecer, quando
deve acontecer e como deve acontecer. E, por qualquer motivo este ato
não acontece, ou acontece de forma inesperada. Assim, afirmamos que
temos um problema.
Podemos definir um problema como uma questão a ser
resolvida e que pode ter diversas soluções. Ou seja, trata-se de algo
que não está de acordo com o previsto. E que, ao analisarmos podemos
propor muitos caminhos diferentes para torná-lo conforme o que era
previsto. Ou até mesmo levá-lo novamente para a condição correta que
anteriormente existia.
Na vida pessoal problemas são aquelas situações que
ocorrem de forma inesperada ou de maneira não exatamente como era
esperado. Uma criança com nota baixa em matemática na escola é um
problema. Uma doença que é diagnosticada também é um problema. Um
pagamento que deveríamos realizar, mas o dinheiro não estava disponível
quando preciso, é um problema. E, em cada um deles, precisamos analisar
e encontrar uma solução. Observe que em todas estas situações repete-se
o ciclo: lugar, hora, condição. De maneira que podemos saber: o que
deveria acontecer, quando deveria acontecer, como deveria acontecer e
etc. Portanto, a definição apresentada para problemas aplica-se a estas
situações caracterizando como verdadeira a afirmação: trata-se de um
problema.
Nas organizações, sob o ponto de vista profissional
também ocorrem os problemas. Eles provêm de inúmeras fontes e naturezas
distintas e, encontram-se a todo instante, uma vez que os ciclos dos
processos e procedimentos nas organizações se repetem continuamente. Uma
peça defeituosa que é entregue ao cliente é um problema. Uma nota fiscal
incorreta é um problema. Um funcionário sem treinamento para realizar
suas funções também é um problema. E, da mesma forma que os problemas
pessoais, para cada uma destas situações, precisamos analisar e
encontrar uma solução. Observe que aqui também se repete o ciclo: lugar,
hora, condição. Também devemos saber: o que deveria acontecer, quando
deveria acontecer, como deveria acontecer e etc.
Nos dois aspectos citados – pessoal e organizacional
/ profissional – temos um ato intencional que, se não ocorrer como
planejado dá origem a um problema. Para solucionar este problema teremos
inúmeros caminhos. Podemos dizer que estes caminhos tendem ao infinito,
pois, quanto mais pessoas estiverem envolvidas tanto mais possibilidades
de soluções nós teremos. E considere que cada pessoa oferece muitas
sugestões. Se o problema é uma questão a ser resolvida como dissemos e,
diante desta situação de inúmeros caminhos, como podemos decidir qual é
o melhor caminho? Este é o grande problema existente nas organizações.
Imagine a quantidade de problemas que surgem num determinado período. Se
já não sabemos qual caminho seguir e muitas vezes não sabemos nem a
causa temos ainda um problema (mais um!) de saber qual problema
solucionar primeiro. Há quem diga que não sabemos nem qual é o problema
e, muitas vezes não sabemos nem que temos um problema.
As organizações necessitam estabelecer uma
metodologia de trabalho que as auxilie na escolha do problema a ser
solucionado. Esta metodologia deve ter como base prioritariamente a
definição correta da causa e a escolha da melhor solução.
Independentemente de qualquer norma ou padronização, um método visa
organizar a gestão dentro de uma organização. O objetivo é atender
melhor aos clientes, estabelecer melhor desempenho de produtividade e de
qualidade – melhorar a competitividade da organização. Do ponto de vista
prático, um método auxilia na gestão dos problemas evitando especulações
a respeito do problema e utilização de vários caminhos simultaneamente,
de forma descoordenada e sem diretrizes. Podemos chamar o método
incorreto de “achologia”.
O uso do MASP garante uma abordagem lógica e
estruturada na solução de problemas. E como isto ocorre? Entendendo como
resolver um problema, mediante o emprego de um processo por etapas
pode-se melhor avaliar e administrar o tempo a ser investido em uma
solução. É importante que, seja usada uma linguagem e abordagem em comum
para definir e equacionar os problemas em todos os níveis da organização
– dentro e entre áreas. Por outro lado, uma abordagem impulsiva ou
baseada excessivamente em tentativa e erro geralmente apresenta as
seguintes armadilhas:
• Especula-se
terrivelmente a respeito da causa;
• Trabalha-se
em problemas demasiadamente gerais ou excessivamente amplos;
• As
possíveis causas não são testadas de maneira eficiente;
• Falta
de uma solução planejada;
• Falta
de controle do grupo sobre os aspectos básicos do problema.
Imagine que você está doente ou com sintomas e
procura um médico. A primeira coisa que ele irá fazer após te
identificar é perguntar o que está acontecendo com você. Você irá
informar que sente dores, náuseas ou qualquer outro sintoma. O médico
irá realizar outras perguntas, irá fazer alguns exames para avaliar se a
suspeita que lhe ocorre é verdadeira. Com base nos resultados irá
decidir o que fazer. Agora, imagine que, ao relatar dores de cabeça, por
exemplo, ele afirma que para solucionar é preciso que seja engessada a
sua cabeça. Você pode dizer: que médico é esse? È um maluco. Ele poderia
dizer: eu acho que você pode ter batido a cabeça, então para garantir
vamos engessar. Pronto, a “achologia” tomou conta do problema. Você
diria: por que o médico não me examinou mais? Por que não fez isto ou
aquilo? Ele não conseguiu saber o que estava ocorrendo e decidiu o que
fazer baseado no “eu acho”.
A “achologia” ocorre com os envolvidos na solução
especulando a respeito do problema. Cada um pode imaginar e propor uma
causa provável e, uma solução para o problema. Como não estão
trabalhando em grupo ou em sintonia, cada um vai tentar implantar e
verificar a sua hipótese. Se houver solução, todos acreditarão ter
achado a resposta para o problema. Cada um acredita na sua hipótese.
Todos acham que têm razão. É freqüente participarem de atividades com
metodologia, mas não aceitam ou não acreditam na proposta – consenso de
grupo e, experimentam as suas idéias em separado. Afinal, não custa nada
tentar. Não é mesmo?
Agora, imagine que a sua organização está doente – um
lote de peças com defeito foi enviado ao cliente. Agora, você é o médico
e a primeira coisa é identificar a peça que foi enviada incorretamente.
Depois, é preciso saber o que está acontecendo – quais são os sintomas –
ou seja, como o cliente sabe que existe o problema, qual o dano a peça
defeituosa pode estar causando para ele. Você irá realizar inspeção
adicional (o exame do médico) nas peças com problemas? Com base nos
resultados obtidos, você irá identificar as causas e decidir o que
fazer. Em resumo, agora você pode abrir uma clínica especializada em
peças defeituosas!
O método padronizado, por outro lado, adota a
metodologia baseada no PDCA e com auxílio de ferramentas básicas da
qualidade: brainstorming, diagrama de pareto, diagrama de Ishikawa
(também chamado Causa e Efeito), e outros. O uso do método é em equipe e
deve haver consenso conforme critérios de avaliação estabelecidos na
organização. Uma das vantagens é a tratativa que recebe e a priorização
das soluções. Com isso, a equipe pode planejar a atividades, monitorar o
seu desempenho, avaliar os resultados e tomar decisões a respeito do
problema e sua solução efetiva. Caso não seja suficiente, é possível a
tomada de decisão para incluir novas atividades ou até mesmo refazer a
análise das hipóteses.
O que você deve fixar deste capítulo:
1.
Problemas ocorrem em qualquer lugar,
hora e condição;
2.
Problema é uma questão para ser
resolvida e que pode ter diversas soluções;
3.
Há muitos problemas nas organizações e
precisamos priorizá-los;
4. É necessário estabelecer uma metodologia para
priorizar, identificar causas e selecionar soluções;
5. Um
método auxilia na gestão dos problemas, melhor atendimento aos clientes,
produtividade e qualidade – melhorar a competitividade.
6. Um
método padronizado adota PDCA e ferramentas básicas da qualidade
Um toque de qualidade:
1.
A “achologia” é o método desordenado de
solucionar problemas. È especulação pura.
2.
Um método é como um procedimento médico
para diagnosticar o problema.
Desafio – como utilizar o conteúdo para
atingir ao objetivo:
•Descreva como o método da
“achologia” é aplicado na sua organização. Analise os problemas
solucionados e verifique a qualidade das propostas e a identificação da
causa. Quais são os impactos e resultados que se pode observar? O que
você faria para reduzir caso ocorra na sua organização?
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