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Objetivos:
Demonstrar que o método é compatível com o PDCA recomendado pela norma
O ciclo PDCA surgiu na década de 1930 a partir do
trabalho do trabalho de W. Shewart, físico e matemático, como um padrão
de conceitos e metodologia para tratar os problemas gerenciais. Também
conhecida por ciclo de Shewart, esta metodologia foi amplamente
divulgada e utilizada por W.E. Deming - guru da qualidade, criador do
CEP - Controle Estatístico do Processo - de tal forma que a metodologia
também chegou a ser conhecida como ciclo de Deming. Mas a metodologia é
atribuída a W. Shewart.
O ponto central da filosofia do PDCA é que podemos
classificar os problemas em dois tipos: causas especiais e causas
gerenciais (ou comuns). As causas especiais são aquelas que indicam
variação ou modificação em relação à rotina que estava estabelecida ou
planejada. Em resumo, são ocorrências que fogem à normalidade do
dia-a-dia. Elas ocorrem inesperadamente, mas são possíveis de serem
identificadas rapidamente. Exemplo: desgaste da ferramenta, não
realização da manutenção da máquina. Elas representam, de acordo com
Deming, quinze por cento dos problemas que ocorrem em qualquer tipo de
processos (produtivo ou administrativo / gerencial). Portanto, podem ser
identificadas pelo pessoal que executa diretamente a atividade através
da observação do que se modificou.
As causas gerenciais (ou comuns), ainda segundo
Deming, representam os outros oitenta e cinco porcento restantes das
ocorrências. São representadas pelas falhas de planejamento, decisões
gerenciais equivocadas, aquisição de novos recursos (equipamentos,
pessoal...) insuficientes, a forma de trabalho estabelecida - muitas
vezes viciada, entre tantas possibilidades. Ou seja, os envolvidos podem
estar acostumados com elas e não percebem o quão influentes podem estar
junto aos problemas. Então, elas não são identificadas pelas pessoas que
as executam e, sim por agentes externos. Elas ocorrem ao acaso e são
inerentes ao processo. São de responsabilidade da alta gerencia
(direção) para decidir a solução a ser adotada.
O modelo proposto por Shewart estabelece uma lógica
de pensamento que deve ser seguido quando da análise e solução dos
problemas ou mesmo da definição de um processo:
• O
passo número um é estabelecer e (P)lanejar
um modelo que deverá ser alcançado;
• O
passo número dois é realizar, (E)xecutar
este modelo como foi proposto pela equipe;
• O
passo número três é avaliar, verificar, (C)hecar
os resultados que foram obtidos durante a realização.
• E,
finalmente o passo número quatro, é (A)gir,
tomar decisões para que seja consolidado o modelo estabelecido ou
ajustar, corrigir as divergências que ocorreram.
Em inglês, cada um dos passos seria: (P)lan
- planejar, (D)o
- executar, (C)heck
- checar, verificar e, (A)ction
- agir, decidir, ajustar. Por isto PDCA.
Nas atuais normas de qualidade o PDCA é vital em
alguns momentos principais:
• Planejamento
do sistema da qualidade: definição de processos, execução das rotinas
(procedimentos), etc...
• Ações
Corretivas - quando há divergências com o planejado e, é necessário
propor e executar uma forma de solucionar o problema.
Além
disto, quando da realização de atividades de Melhoria Contínua, a adoção
do PDCA será importante. Porque visa estabelecer um novo padrão que,
deve ser implementado na organização ou processo ou, ainda, no produto.
De um modo geral, pode-se dizer que em todas as atividades do sistema da
qualidade são requeridos os conhecimentos e uso do PDCA. Para que se
possa planejar, executar, verificar e corrigir o que é feito em cada
rotina ou atividade prevista. Portanto, qualquer atividade pode ser uma
das etapas do ciclo de PDCA e, ao mesmo tempo devemos utilizá-lo para
que funcione. A figura cinco mostra o PDCA como indicamos no texto.

O ciclo PDCA pode ser detalhado e executado como a
seguir:
• Etapa
um - Planejar - (P)
- é nesta etapa que se definem
objetivos (onde se pretende chegar, é a
meta, o novo padrão). Com isto, é possível descrever como deve ser a
atividade / processos
e quais os recursos
serão necessários para executá-lo. Desta forma é possível elaborar um
cronograma de atividades para execução da atividade / processo. A
abrangência e qualidade deste planejamento dependem da disponibilidade
de recursos e da proposta a ser feita.

•
Etapa dois - Executar - (D)
- a execução é dividida em duas grandes ações. A primeira é Capacitar
(educar e treinar) as pessoas que estão envolvidas com o processo ou
mesmo com a atividade / problema em questão. Treinar é uma atividade que
pode ser realizada no local de trabalho ou mesmo na sala de treinamento.
A segunda ação é implantar efetivamente os processos e atividades
planejadas.
•
Etapa três - Checar - (C)
- aqui deve ser verificado, a partir de dados coletados sobre o processo
e, comparadas com os objetivos e expectativas, qual é o resultado dos
produtos e processos. A comparação sempre será feita com as políticas,
objetivos e requisitos dos clientes.
• Etapa
quatro - Agir - (A)
- nesta etapa, tudo o que houver de divergência detectada na etapa três
- check, deverá ter uma análise do ponto de vista gerencial e, ações
para a resolução devem ser estabelecidas ou, havendo resultados
positivos, devem se estabelecer ações para melhorar ainda mais -
melhoria contínua.
O MASP verificado à luz do PDCA demonstra como é o
atendimento aos requisitos normativos. As etapas um a cinco representam
o P - Plan; a etapa seis é o D - Do e parcialmente o C - Check; a etapa
sete é o C - Check e o A - Act; a etapa oito finaliza o A - Act. A
figura 7 demonstra a tabela com o que discutimos:
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Etapa Um |
Planejar |
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Etapa Dois |
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Etapa Três |
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Etapa Quatro |
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Etapa Cinco |
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Etapa Seis |
Fazer / Checar |
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Etapa Sete |
Checar / Agir |
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Etapa Oito |
Agir |
É significativo que o MASP ao atender os requisitos
aplicáveis da norma também atenda ao princípio do PDCA. Para os gestores
da qualidade indica que o Sistema de Gestão da Qualidade está adequado e
proporciona satisfação aos clientes. O giro do PDCA na organização
através dos processos aplicáveis referentes ao MASP levará a
organização, ao longo do tempo, a trocar as atividades de solução de
problemas pelas atividades de melhoria contínua que, aliás, é o grande
objetivo a ser alcançado.
O que você deve fixar deste capítulo:
1. Os
problemas podem ser classificados em causas especiais e causas comuns.
2. As
causas comuns impactam o gerenciamento do processo.
3. A
metodologia PDCA é planejar – executar – verificar – agir.
4. A
implantação do sistema da qualidade requer a adoção do PDCA em cada
etapa.
5. Alguns
momentos vitais são importantes para o sistema da qualidade: 1)
planejamento, 2) ações corretivas.
6. O
PDCA também é adotado para a realização de melhoria contínua.
7. Cada
processo deve ser analisado com base no PDCA.
8. As
etapas do PDCA devem ser decompostas em passos que auxiliam a sua
execução. Veja no texto.
9. As
etapas do PDCA equivalem aos passos dos MASP.
10.
O giro do PDCA irá levar a organização
a crescer até trocar a solução de problemas pela melhoria contínua.
Um toque de qualidade:
1. O
PDCA foi criado na década de 1930 pelo matemático W. Shewart como padrão
e metodologia para os problemas gerenciais.
2. O
PDCA também ficou conhecido como Ciclo de Deming.
3. Ao
sistematizar um processo podemos padronizá-lo inicialmente com o SDCA.
4. Conceitos
de empresas “serrote” e “escada”.
Desafio – como utilizar o conteúdo para
atingir ao objetivo:
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